"Tirar dentro do peito a Emoção, A lúcida verdade, o Sentimento! (...)" Florbela Espanca

08
Nov 08

Numa tarde de Outono

Havia um som de chuva

Que na janela ecoava

Parecia uma música,

Que, a dois tons, embalava

Os pensamentos que corriam

Na confusão da minha cabeça.

 

Não sabia que fazer

E, por isso, me deixei ficar

Embrenhada naquela inércia,

Tentando perceber

Que motivos podia ter,

O que me fazia estar

Nesse estado de melancolia.

 

Queria, a todo o custo,

Encontrar a maneira

De fugir à tristeza

Mas não há droga

Natural ou de laboratório

Que destes males seja

A miraculosa cura.

 

Se o coração apertar

E aquela gota, do verde

Olho correr, caindo no vazio…

Há que apenas tentar

Fazer da tristeza, o fio

Que tece a esperança

De rever a luz que se perde.

 

Catarina Azevedo (05.11.06)

 

publicado por luabranca81 às 18:30

Aqui estou eu! Os estados de alma são as impressões digitais do nosso ser; cada um sente-as de modo diferente, por isso, mesmo que escrevamos sobre os mesmos sentimentos, temos modos diferentes de expressar e sentir. Acho que é neste ponto que a poesia se revela; não como uma forma de escrita mas como um jeito de sentir e expressar. Belo poema o teu. Abraço
manu a 8 de Novembro de 2008 às 20:14

Nesse fio que a tua mão tece
E cresce até ao infinito
A esperança aconteçe
Longe da tristeza... eu acredito!

Beijos do tamanho do mundo
Utopia das Palavras a 9 de Novembro de 2008 às 19:08

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