"Tirar dentro do peito a Emoção, A lúcida verdade, o Sentimento! (...)" Florbela Espanca

31
Out 08

Sinto falta de sentir...

Ter o coração a pular,

Viver o dia a sonhar

E ter vontade de sorrir.

 

Sinto falta de gostar...

De ter um abraço,

Que tira o cansaço,

À distancia de um olhar.

 

Sinto falta do desejo...

De ter um sorriso,

Que tanto preciso,

À distância de um beijo.

 

Sinto falta de querer...

À distância de uma lágrima

Para alegrar a alma,

Um ombro meigo ter.

31.10.08

publicado por luabranca81 às 19:35

 

Ó Lua Nova, onde estás?

Onde estás que não te vejo?

Vem dar brilho ao meu olhar,

Vem dar cor à minha vida

Que morreu de desejo.

 

Sorria a toda a hora,

Transbordava alegria,

Meus olhos verdes brilhavam

E batia meu coração

Mas tudo morreu um dia.

 

Morreu todo o amor

Que um dia entreguei.

Morreu toda a alegria,

Meus olhos escureceram

E à morte não me neguei.

 

A morte veio salvar

De mim o que restava.

Só o corpo, que era novo.

O coração estava partido

E a alma destroçada.

 

Já não te vejo, ó Lua…

Que na terra me afundaram.

Deste cruel mundo parti

Levo as minhas recordações,

As boas que me restaram.

publicado por luabranca81 às 08:27

30
Out 08

 

Imponente na imensidão

Chega a todo o mundo

Como auspício caminho

Mas sereno no coração.

 

A vida na essência

Jorrando a diversidade,

Tem na sua tempestade

O equilíbrio da paciência.

 

Abraçando a grande rocha,

Extensas areias beijando

Segue sempre ondulando

Por toda a sua vida eterna.

 

18.10.08

publicado por luabranca81 às 20:40

24
Out 08

 

Suave amanhecer de luz,

Suave cortina da noite,

És amor, vida … és morte.

És a antítese que seduz.

 

Bela a tua bondade altruísta

Assim belo o teu fel

Tanto és bom como cruel

És assim um belo artista.

 

Finges medo quando o tenho,

Finges coragem quando preciso,

Finges alegria por um sorriso,

Finges a dor que eu tenho.

 

Teu olhar sufoca e mata,

Teus braços dão me calor,

Teu corpo é tentador

E a tua boca é de prata.

 

Belo vampiro da luz

És serpente do paraíso

És a morte num sorriso

És o anjo que me seduz.

 

Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 17:16

21
Out 08

 

Amava um olhar sereno

Uma voz calma e quente

Tinha no amigo de sempre

Confiança e apoio eterno

 

Mas não se pode ter

Certeza de nada na vida.

E à custa de uma mentira

O amigo acabava de perder.

 

Quando a dor se instala

Dentro do peito e a mágoa

Como uma bomba estala,

 

Cada palavra mais magoa

E a confiança abala,

E nem com desculpa se perdoa.

 

Catarina Azevedo (08.01.07)

publicado por luabranca81 às 15:46

 

É terrível, assustador…

É entrar na gruta escura

Com o dragão na penumbra.

É cruzar o cabo do Bojador.

 

Largar no mundo maior,

A mais pequena cria

E ela sentir-se prisioneira

No seu filme de terror.

 

Mas logo passa depressa.

Em outro olhar como o seu,

A luz de repente regressa.

 

Um grande amigo apareceu

E logo se apressa

A gostar do que temeu.

 

Catarina Azevedo (17.10.08)

publicado por luabranca81 às 15:25

20
Out 08

Sereno semblante

De afáveis gestos

Seguro nos sentimentos

E de olhar confiante.

 

Um amigo chegar vi

Mas quiseste logo mais

E antes que fosse demais

Logo tudo esclareci.

 

Não leves a mal, dizia.

E tu tudo percebeste

E ainda mais disseste:

De desistir não é o dia.

 

Não te posso, esperança

Dar porque não tenho

Por ti, esse sentimento

Mas admiro a confiança.

 

Em mim amiga eterna,

Até quereres, terás sempre.

Sorri, vive a vida confiante

Que o amor sempre regressa.

 

Catarina Azevedo (20/10/08)

 

publicado por luabranca81 às 22:44

 

Ó olhar que em mim fixaste

Olhar sereno e penetrante

Olhar calmo mas confiante

Que na minha memória deixaste

 

Perfume maldito que no ar deixaste

Esta manhã, quando hesitante,

Pensativo e de olhar distante

Na rua, sem falar, por mim passaste

 

O que eu dava para saber

Que, naquela hora, pensarias

Se na vida, se no tempo

 

Se no teu bem-querer…

Pois só nela pousarias

Esse olhar tão ternurento.


Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 21:07

 

Nesta margem tão colorida e bela,

Não há cidade que mais formosa

Seja. Nem vila mais vistosa,

Que a que por este rio se vela.

 

Lá em cima, a olhar por ela,

A mãe, fortaleza majestosa

E mágica, que o tempo fez ruinosa

De tanta emoção passar nela.

 

Cidade que o tempo envelheceu

Mas que a beleza não tirou.

Cidade que o tempo cresceu,

 

Que o povo sempre amou,

Que em seus corações viveu

E minha alma para sempre levou.

 

Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 20:58

19
Out 08

 

Quero que voltes a olhar

Para mim, como antes fazias

Quando palavras doces dizias

Para não mais chorar.

 

Dos meus olhos correm

Lágrimas de tristeza…

Não percebo a tua frieza

E os teus lábios nada dizem

 

Conversavas sempre comigo,

Dizias quanto era importante

Para ti, mas agora distante

Pareces não ser mais amigo.

 

Meus olhos cansados estão

E encharcados de mágoa,

Tenho a dor, na lágrima

Que corre do meu coração.

 

Amigo, preciso de ti,

Para me dar um ombro

E recolher do escombro,

A alegria que algures perdi.

 

Catarina Azevedo (24.11.06)

publicado por luabranca81 às 17:06

 

Certo lugar encontrei,

Onde se pode sonhar,

Sem limites navegar

E nesse mar mergulhei.

 

Nas suas ondas sulquei

E muito fui encontrar.

Fui viver, fui viajar

E muito sábia fiquei.

 

Entre vidas agitadas,

Ou em calmas paisagens,

Em cores imaginadas

 

São só minhas as imagens

E sensações guardadas

De todas essas viagens.

 

Catarina Azevedo (17.10.08)

publicado por luabranca81 às 15:59

 

Morte amiga,

Companheira da solidão,

Inimiga do dia

Em noites de escuridão.

 

Leva-me em teus braços

Para a mais funda sepultura,

Acalma meus tormentos

Dá paz à minha alma impura.

 

Dá castigo ao meu coração

Que não me soube obedecer,

Pois na sua palpitação

Meu amor foi oferecer

 

Meu corpo, inflama.

Minha alma, ao inferno

Eleva. Ao padecimento confina

Meu viver eterno.

 

Que morra na solidão

Para meu grande castigo

Por ter tão rebelde coração

Que só quer é estar “contigo”.

 

Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 10:55

 

Num querer de não querer,

Nesta nostálgica madrugada

Dei por mim aqui sentada

Num pensar só de te ver.

 

Tua imagem assola meu ser

Que neste dia, angustiada

Dei a alma aos pés, arrasada

De morte, enganada de te crer.

 

Já meu coração não bate,

Minha morte se avista.

Neste mar de solidão

 

Cambaleando na noite,

Parto mundo à conquista

Do amor do meu coração.

 

Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 01:49

18
Out 08

 

Sinto a tua presença ausente,

Na solidão da minha existência.

No calor da tua carícia,

Sei o que o teu coração sente.

 

Os teus olhos de azul reluzente

São a luz de cada dia,

Que quebra a monotonia

E a transforma em amor ardente.

 

Tua voz quente e muda

Ressoa no meu pensamento,

Teu cheiro paira no ar.

 

Razão porque a minha vida

Depende desse sentimento

Que resulta de te amar.

 

Catarina Azevedo

publicado por luabranca81 às 22:16

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